Pedagogia das Diferenças: o amor em ação
A reunião de trabalhadores do IDE, no mês de fevereiro, para estudo do livro A Pedagogia das Diferenças,de Eugênia Maria, teve, como debatedores, Sandrelena Monteiro e Allan Gouvêa.
O tema central do livro abordou as dificuldades familiares e educacionais relacionadas à convivência com os portadores da Síndrome de Aspergen, também conhecida como “Autismo de Alto Funcionamento”.
Quando crianças mostram grande capacidade intelectual, algumas chegam a ler por volta dos três ou quatro anos de idade, sem nunca terem sido ensinadas, dentre outros talentos;
Exibem grande interesse na área da meteorologia, calendários;
Portam diferenças em algumas áreas do desenvolvimento;
Na área da comunicação:
Atraso no início da fala (por volta dos três ou quatro anos);
Dificuldade fonoarticulatória; fala de forma pedante;
Utiliza palavras difíceis e frases rebuscadas;
Utilizam as palavras e frases de forma estereotipada e repetitiva;
Linguagem de forma automática e pouco espontânea, há alteração no ritmo, entonação, altura e timbre da voz;
Compreendem o que lhes é dito de forma literal;
Dificuldade em compreender palavras simples e triviais;
Mímica facial reduzida;
Utilização de gestos é pobre;
Dificuldade em manter o contato visual.
Área do Desenvolvimento comportamental:
Hiperatividade;
Desordem da atenção;
Distúrbios específicos do aprendizado: Nem sempre ocorre comprometimento de coordenação motora envolvendo grandes músculos, pois alguns conseguem se sobressair em esportes;
Como características peculiares, essas crianças muitas vezes têm dificuldade para escrever usando lápis ou caneta, mas conseguem fazê-lo usando computadores ou máquinas de escrever;
Área do desenvolvimento social:
Costumam repetir exaustivamente a mesma situação, mas com uma diferença significativa em relação aos considerados autistas “clássicos”, porque se comunicam após terem assistido a um filme várias vezes, por exemplo;
Esses indivíduos são considerados “esquisitos”, e têm grande dificuldade de interagir com os demais, no convívio social;
Quando bebê, são quietos, isolados, pouca resposta a estímulos ambientais,
Em idade mais avançada: mantêm-se o isolamento;
Falta de vontade de estabelecer relações interpessoais;
Muitas pessoas acreditam serem, essas crianças, o exemplo de uma nova geração.
Segundo Allan Kardec, haverá sim uma nova geração, mas com características bem definidas de comportamento.
Compõem “a nova geração” Espíritos melhores, os Espíritos antigos que se melhoraram.
Podem ser identificados pela natureza das disposições morais, sobretudo das disposições intuitivas e inatas do bem e suas crenças espiritualistas.
O que pode trazer alguma confusão na identificação desses Espíritos é que essa “nova geração” se distingue também por inteligência e razão geralmente precoces, o que é o traço mais positivo das crianças portadoras da síndrome de Asperger.